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Novo trailer de "Bombshell": narrativa explosiva sobre assédio que abalou a Fox News

Com Nicole Kidman e Margot Robbie, o filme sobre o caso de assédio sexual que derrubou o ex-presidente da Fox News Channel está previsto para 2020

"Bombshell". Imagem: reprodução

O assédio sexual que assola os sets de filmagens e estúdios televisivos nos Estados Unidos e no mundo não é segredo. O próximo filme da Lionsgate, "O Escândalo" (Bombshell, 2019), será justamente sobre um dos casos mais famosos de luta contra assédio no trabalho. Nesse caso, o cenário é a Fox News Channel.


Com protagonismo de Charlize Theron, Nicole Kidman e Margot Robbie, o filme tem Charles Randolph como roteirista e será dirigido por Jay Roach. Os cineastas se utilizaram de fatos e depoimentos reais para construir a narrativa de O Escândalo.


O filme se concentra no caso de Gretchen Carlson (Kidman), que processou o chefe e fundador da Fox News Roger Ailes (John Lithgow) por assédio sexual em 2016. Carlson processou o ex-chefe trazendo gravações de episódios de assédio feitas por ela mesma como prova.

Nicole Kidman em "O Escândalo". Imagem: Rolling Stone

O processo forçou o afastamento de Ailes e resultou num acordo de US$ 20 milhões em indenizações pela Fox. A posição pública de Carlson causou uma onda de várias outras denúncias vindas de outras mulheres do canal com a mesma história.


A personagem de Theron, Megyn Kelly, é um exemplo: a âncora teve um grande papel na derrocada de Ailes, confirmando que também sofreu assédio nas mãos dele. Contudo, o filme traz a ambiguidade da personagem, que estaria dividida entre manter a carreira ou denunciar o assédio.


Kayla Pospisil (Robbie) é uma repórter fictícia construída através de histórias reais de outras mulheres que trabalhavam no canal. Para construir Kayla, os cineastas entrevistaram funcionários que assinaram NDAs (non-disclosure agreements), mas que terão sua voz representada pelo personagem de Robbie.

Margot Robbie em "O Escândalo". Imagem: reprodução

Sobre isso, Roach afirma que ele e Randolph "queriam receber sugestões de todos os envolvidos", tanto dos entrevistados quanto dos atores. Além disso, ele afirma que o filme não é exclusivamente para mulheres assistirem. "Os homens têm que falar sobre isso", disse ele ao Deadline. "As pessoas devem estar seguras no trabalho, e os homens são o problema".


Antes e depois do movimento #MeToo

A produção de "O Escândalo" foi aceita antes da eleição de Donald Trump em 2016 e antes do escândalo de Harvey Weinstein desencadear o movimento #MeToo. Na época, mais de 500 mil mulheres já haviam denunciado situações de assédio no trabalho.


O caso da Fox News já havia tido grande notoriedade antes mesmo da onda de denúncias que tomou Hollywood e vem resultando em diversas ações contra o assédio no cinema e TV - como é o caso da Time's Up, organização pró-igualdade de gênero e direitos para mulheres.


A iniciativa, apesar de protagonizar controvérsias, trabalha em diferentes espaços de trabalho e ganhou muita notoriedade ao receber doações milionárias de celebridades. Os escândalos revelados pelo movimento #MeToo aumentaram diretamente a visibilidade da Time's Up e suas ações.

Esses movimentos tão importantes já ressoam fora dos EUA, como é o caso recente do Time's Up UK. Através do fundo de doações, a iniciativa lançou uma consultoria jurídica gratuita para mulheres que sofrem assédio no trabalho. Desde agosto desse ano, as mulheres da Inglaterra e País de Gales podem receber dicas, auxílio jurídico e amparo através do telefone.


A atriz e ativista Emma Watson, participante do movimento e ações do Times Up, comenta no texto de lançamento do programa que

Compreender quais são seus direitos, como você pode reivindicá-los e como está enfrentando esse assédio é uma parte vital da criação de locais de trabalho seguros para todos, e esse conselho é um desenvolvimento tão grande que todas as mulheres são suportados, onde quer que trabalhemos.
A atriz Emma Watson. Imagem: Hello Magazine

Estipulações sobre o Oscar

O Deadline também trouxe possíveis estipulações sobre indicações ao Oscar por "O Escândalo". Entre elas, as categorias de Melhor Filme, Diretor, Roteiro e Melhor Atriz para Charlize Theron têm a maior chance. O site menciona destaque para a atuação de Theron, a qual "está muito além da voz e das próteses para criar a essência de uma pessoa envolvida em sua própria ambição versus fazer a coisa certa". 


O filme já conta com uma equipe premiada: Charlize Theron, Nicole Kidman e Allison Janney, premiadas no Oscar, Charles Randolph, ganhador de um Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por " A Grande Aposta" (The Big Short, 2016) e o ganhador do Emmy John Lithgow. 


Nos EUA, a data de lançamento de "O Escândalo" está prevista para dezembro de 2019. Aqui no Brasil, a previsão é para o fim de janeiro de 2020.


Confira o novo trailer de "O Escândalo", liberado nesta terça-feira (15):

#Bombshell #OEscândalo #assédiosexual #MeToo #NicoleKidman

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